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Terapia Assistida por Animais

Projeto Fronteiras

Projeto de Terapia Assistida por Animais no Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo, que conta já com duas edições completas. 

A primeira edição decorreu ao longo de 16 sessões entre 2016 e 2017, e abrangeu 12 reclusas deste estabelecimento, organizadas em 2 grupos de Intervenção. Os objectivos gerais prenderam-se maioritariamente com a redução de níveis de ansiedade, depressão e agressividade – os objectivos específicos e operativos são personalizados, e por isso, confidenciais. A segunda edição decorreu igualmente ao longo de 16 sessões entre 2018 e 2019, e abrangeu um grupo de 6 reclusas do mesmo estabelecimento. Os objectivos gerais da Intervenção foram a Estimulação e melhoria das capacidades funcionais, e a Redução de níveis de Ansiedade e Depressão.

Há tempos que foi demonstrada a existência de uma forte relação entre o ser humano e os animais. Várias pesquisas demonstram os efeitos benéficos da interacção com animais em vários grupos, incluindo crianças, indivíduos com psicopatologia mental e os idosos. A investigação sugere que envolver cães em Terapia pode reduzir níveis de depressão e que o simples acto de acariciar um cão reduz os níveis de pressão arterial (Haynes, 1991; Friedmann, Katcher,Thomas, Lynch&Messent, 1983; Levitt, 1988 as cited in Turner, 2007). Se considerarmos a população de indivíduos que se encontram presos, facilmente reconhecemos o potencial aparecimento de psicopatologia mental, e défices nas habilidades sociais – a pessoa vê-se privada da sua liberdade, do direito de escolha de companhia, das suas rotinas etc. Ao interagirem com um cão, estas pessoas sentem que interagem com um ser vivo que não julga pelos erros cometidos no passado (Arkow, 1998 as cited in Furst, 2006).

Ambas as edições decorreram de forma muito positiva tanto para as próprias reclusas, cuja adesão e motivação foi patente, como para todo o contexto e recursos humanos deste EP, que descrevem mudanças positivas nas reclusas no seu dia-a-dia. A avaliação quantitativa da primeira edição está registada numa Dissertação levada a cabo através de uma parceria com a Escola de Saúde do Politécnico do Porto. Os resultados indicam que a Intervenção resultou numa melhoria significativa da hostilidade e de escalas adicionais. A Avaliação da segunda Edição está ainda em curso.

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